historias de minha cidade

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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Essa é minha História:Jorge Donisete Franco Tezolin

UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA EM JAPURÁ 

Foi em 25/05/1967, bem no dia do Corpo de Deus!
 Geraldo e Catarina chegaram aqui com todos os filhos seus!
 Eram oito filhos, mas dois anos depois mais um nasceu!
 Para abrilhantar a família e firmar o que ali se estabeleceu!

 Escolheram uma chácara bem perto do centro da cidade!
Um lugar lindo! Mal sabia eu que ali morava a felicidade!
Aqui em Japurá foram criando os filhos, com rigor na verdade!
Mostrando que os valores mais importantes eram a vida e a liberdade!

 Como estou contando a história, eu também aqui cheguei!
Bem naquele dia, junto com a família, conforme antes já falei!
 A praça era um redondo de terra e então, do ônibus eu apeei!
Eu disse pra mamãe que lugar bonito! Quanta gente! Eu gostei!

 Eu sou o quinto filho e aqui cheguei com sete anos de idade!
 Fui crescendo com meus irmãos, com muita alegria e amizade!
 A gente brincava muito! De barata e até de três mochinhos da cidade!
 Jogava burquinha, futebol, queima! Quanta alegria! Que Saudade!

 O futebol a gente jogava lá mesmo na chácara, no campinho do bode!
 É que meu avô criava cabras e o macho, junto com porcos! Vê se pode!
 Com o jogo se aprende que quando se cai, a gente levanta e se sacode!
 Se cair e machucar, pode correr para casa, com certeza a mamãe acode!

A nossa família dava para formar quase que um time de futebol inteiro!
 Meus irmãos Antonio Carlos, Ovídio, Ademir, mas o Valter foi o primeiro!
Tinha também o Jorge Luís, o Sérgio, o Nelson e o Paulo, este o derradeiro!
 Eu fui o quinto filho Jorge Donisete, pena não ter sido o príncipe herdeiro!

Na rua brincávamos de salva e “ringo ringaia”*, com o Zé Messias o borracheiro!
 O Paulo Hermínio Duda, o Dante Vitorino, este trabalha no Clube o dia inteiro!
 A gente trabalhava e estudava de dia e brincava toda noite de janeiro a janeiro!
 Nos finais de semana a brincadeira aumentava, muita gritaria, parecia um vespeiro!

 * Ringo Ringaia – Na nossa família era assim: “Ringo ringaia, fogo de paia, paia paió,
 rebenta cipó, cipó barba de bode, escapa quem pode!”

 Logo no ano seguinte já fui pra escola, vejam só como é a realidade!
Lá no Marechal Rondon foi onde comecei minha saga na verdade!
Estudando, caminhando, aprendendo sempre com boa capacidade!
 Mas vocês podem morrer de inveja, minha professora chamava Felicidade!

 Dos primeiros amigos, no primeiro ano, um não terá inveja com certeza!
 Pois estudou comigo, aprendendo com a Felicidade! Vejam que beleza!
 Foi o Nelson Henrique de Oliveira, hoje um homem de muita firmeza!
 Está sempre conosco, ajudando, participando com alegria, nada de tristeza!

O tempo foi passando e eu fui crescendo, juntamente com nossa Japurá!
 Com rua sendo asfaltada e água encanada! Água boa, coisa melhor não há!
Igreja construída, caixa d’água e escola edificadas, vamos estudar, vamos lá!
 Fazer novos amigos, estudar muito, aprender, brincar, era grande vitória já!

 Outra professora do primário que lembro com carinho: Aparecida Carrilho!
Educadora exemplar nos dava lições de vida, ensinava e nos tratava como filho!
 Nilton Berbert no terceiro e Celina no quarto davam à nossa vida mais brilho!
 No quinto, D. Cristina e Célia Piratelli, ensinavam pra uma vida sem empecilho!

 No ginásio, quantos amigos e colegas tivemos, mas me lembro bem da Regina!
 Do meu primo Valmir Sanguino, este um parente, àquela uma linda menina!
 O Deusdete Peres, o pequeno Basílio e o grande Pardal, cada um seguiu sua sina!
O Artur e o Celso Mada, o Colorido! A amizade é importante! A vida nos ensina!

Tínhamos os educadores que tentavam nos ensinar, nos formando para a vida!
O professor Guilherme, a Edna, Bernardete, Mercedes! Quanta gente querida!
 Meire Geraldo, Osmar, Mário Sbrana, colocar a gente no trilho era uma dura lida!
Outros que talvez esqueci, mas lembro que sempre ensinavam na justa medida!

 De todos os amigos, com um deles eu bastante estudei e não foi uma única vez!
Foram cinco anos seguidos na mesma sala, foi uma grande amizade que ali se fez!
 Falo do Aécio Luiz Marchetto, o Colorido, com quem convivi aqueles anos, mês a mês!
 Foi um tempo muito bom e feliz, digo isso com muita certeza, sem nenhum talvez!

 No colégio também muita coisa boa aconteceu, que tempo bom! Quanta alegria!
 Professores como Fávaro, Stafuzza e Pacífico que nos mostrou a beleza da poesia!
 Madalena, Meire, Mirtes, Norma, professoras queridas nos ensinavam todo dia!
 E tantos professores e professoras, que não me lembro, mas esquecer não queria!

 Não posso deixar de falar das meninas, as gatinhas lindas não se pode esquecer!
 Tinham muitas para embelezar a nossa juventude, bacanas, coisas bonitas de se ver!
 São tantas que se tornaram lindas mães e mulheres, mas os nomes é melhor não dizer!
 Nesse tema todo cuidado é pouco, pois basta esquecer uma para o sangue ferver!

 Assim fui tornando-me um homem e Japurá foi crescendo e crescendo cada vez mais!
Em 89 comecei a trabalhar na Prefeitura, onde já vislumbrei um futuro com bons sinais!
 Passei no concurso de Escrivão de Polícia do Paraná, trabalhei muito, mas não demais!
 Isso foi em 93, deixei Japurá! Foi muito triste, difícil, mas esquecer esse chão jamais!

Em 2002, com 42 anos acabei de cursar na Unipar em Umuarama, o curso de Direito!
 Passei no ano seguinte no exame da OAB! Que bom! Assim tudo está bem feito!
 Em 2006 passei no concurso para a Polícia Civil de Brasília! Fui prá lá, não teve jeito!
Morei na capital federal por dez longos anos, mas a saudade de Japurá ardia em meu peito!

 Em 2016 me aposentei e voltei para o Paraná, mas infelizmente fui morar em São Tomé!
Uma boa cidade, pequena também, com gente bacana e simples, mas como Japurá não é!
 Esse é um lugar muito bom, com o povo acolhedor e festeiro, e muita gente bonita até!
Uma cidade muita abençoada por Deus, viverás em meu coração! Isso digo com muita fé!

 Agora em 2019 para Japurá eu me mudei, estou muito feliz e é aqui que eu quero viver!
Sei que aqui tenho muitos amigos, parentes, familiares e muito feliz aqui hei de ser!
 Terra querida da qual, eu distante, muito tempo já fiquei, outra igual nunca cheguei a ver!
 JAPURÁ amada, minha paixão, minha vida, aqui vivi! De volta estou! Aqui quero MORRER!!!

 Em 27/11/2019 – Das 08:00 às 13:15 horas. Por JORGE DONISETE FRANCO TEZOLIN.

2 comentários:

  1. Lindíssima história! Mistura de poesia e emoção. Palavras tão bem colocadas com muito carinho e estima pela nossa cidade. Parabéns Jorge!

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